Castelo de São Jorge (Lisboa – Portugal)

Um dos passeios imperdíveis em Lisboa é visitar o Castelo de São Jorge.

Situado no bairro da Alfama, que já foi o mais valorizado de Lisboa, mas que viu a decadência chegar na Idade Média, quando os ricos habitantes mudaram-se, temendo terremotos, e deixaram o lugar para os pescadores e mendigos.

Hoje, uma nova geração de jovens moradores  levou ao surgimento de lojas e bares badalados.

HISTÓRIA DO CASTELO DE SÃO JORGE

Construído pelos muçulmanos em meados do século XI, era o último reduto de defesa para as elites que viviam na cidade. As casas são ainda hoje visíveis no Sítio Arqueológico.

Em 25 de outubro de 1147 ou mouros são vencidos por Don Afonso Henrique, 1º rei de Portugal, que toma a cidade de Lisboa e o castelo, transformando-o em residência dos reis portugueses.

Dessa data até o início do século XVI, o Castelo de São Jorge conheceu o seu período áureo. Os antigos edifícios de época islâmica foram adaptados e ampliados para acolher o Rei, a Corte, o Bispo e instalar o arquivo real numa das torres do castelo.

No século XIII foi transformado em Paço Real pelos reis de Portugal, e escolhido para receber personagens ilustres nacionais e estrangeiras, para se realizarem festas e aclamarem-se Reis ao longo dos séculos XIV, XV e XVI.

É no castelo que Vasco da Gama é recebido por D. Manuel depois de regrassar da Índia

Em 1511, D. Manuel I ergueu um palácio mais luxuoso, na atual Praça do Comércio, e o castelo se transformou em teatro, prisão e depósito de armas. Nele foi representada a primeira peça de teatro português, o Auto do Vaqueiro, de Gil Vicente, por ocasião do nascimento do futuro rei D. João III.

Com a integração de Portugal na Coroa de Espanha, em 1580, o Castelo adquire um caráter funcional mais militar, que se manterá até ao início do século XX. Os espaços são reconvertidos e outros novos surgem.

Mas, após o terremoto de Lisboa de 1755, o castelo fica em ruínas, até que, em 1938, Salazar começou uma reforma geral, reconstruindo as muralhas ”medievais” e acrescentando jardins e aves selvagens.

Com as grandes obras de restauro (1938-1940), redescobre-se o castelo e os vestígios do antigo Paço Real. As antigas construções são resgatadas, o castelo readquire a sua imponência de antes e é devolvido ao usufruto dos cidadãos.

Já no final do século XX, as investigações arqueológicas promovidas em várias zonas contribuíram, de forma singular, para constatar a antiguidade da ocupação no topo da colina e confirmar o inestimável valor histórico que fundamentou a classificação do Castelo de São Jorge como Monumento Nacional.

Em 1910 foi declarado Monumento Nacional, e é no decorrer do século XX que recebe importantes intervenções de restauro que lhe conferiram a imponência atual.

SÍTIO ARQUEOLÓGICO

É um conjunto de vestígios arqueológicos que testemunham três períodos significativos da história de Lisboa:

– as primeiras ocupações conhecidas, que remontam ao século VII A.C. : há um conjunto de estruturas habitacionais, das quais se destaca um compartimento, provavelmente uma cozinha, onde se identificaram, sobre uma área de fogo, diversos objetos, como panelas, potes e taças.

– os vestígios da zona residencial de época islâmica, da época de construção do castelo, de meados do século XI: Área residencial, das elites do governo da cidade, caracterizada por duas casas enquadradas por três ruas e outras edificações mais simples. Para além das suas dimensões, 160 m2 e 190 m2, são dignos de nota os acabamentos de rebocos pintados decorados com motivos geométricos das paredes dos salões.

– as ruínas da última residência palaciana da antiga alcáçova, destruída pelo terremoto de Lisboa de 1755: Vestígios do piso térreo (zonas de circulação, despensa e cozinhas) do palácio dos Condes de Santiago. Este palácio aproveitou parte das construções do antigo paço episcopal, construído sobre as edificações de época islâmica, que aqui funcionou desde o século XII ao século XV.

CASTELO DE SÃO JORGE (Informações atualizadas em setembro de 2015):

COMO CHEGAR DE TRANSPORTE PÚBLICO:
Ônibus: Número 37 (Chão da Feira)
Elétrico (Bonde): Números 12 e 28 (Miradouro Santa Luzia)

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO (Entrada até 30 minutos antes do horário de fechamento):
1 de novembro a 28 de fevereiro (fechado nos dias  24, 25 e 31 de dezembro e 1 de janeiro) : 09h00 às 18h00
1 de março a 31 de outubro (Fechado no dia  01 de maio): 09h00 às 21h00
Câmara Obscura (Sujeito às condições meteorológicas): 10h00 ás 17h00

PREÇO:
Normal: 8,50
Família (2 adultos e duas crianças menores de 18 anos): 20,00
Pessoas com deficiência: 5,00
Maiores de 65 anos: 5,00
Crianças menores de 10 anos não pagam entrada

FORMA DE PAGAMENTO:
Dinheiro, Visa,  Amex e Master Card

By | 2015-09-08T17:22:57+00:00 setembro 8th, 2015|Categories: Europa, HISTÓRIA, Lisboa, Portugal|0 Comments

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Renata Luppi: Mãe, esposa, filha, irmã mais velha, inquieta, curiosa, viciada em chocolate e coca-cola e, acima de tudo, cheia de manias !!!

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