Mochilão América do Sul (Bolívia-Chile-Peru – Março 2016): PARTE 2

Minha querida amiga Lisane está aqui no blog novamente. Ela já contou em outro post sobre a trilha no Bico do Papagaio e agora vem contar sobre seu mochilão de férias de 20 dias pela Bolívia, Chile e Peru.
Aqui está a PARTE 2 (Leia a PARTE 1 da viagem aqui !):

CHILE

San Pedro de Atacama

Oh lugar agradável! Ao cruzar a fronteira já é possível ver como a estrutura do Chile é muito superior a da Bolívia. A própria Aduana já é bem mais equipada e o atendimento mais cortês.

Ao sair da Aduana a van nos deixa numa praça em frente ao cemitério da cidade, local até onde os carros podem circular. Chegamos por volta das 13h e seguimos para o Hostel Tatai’s. Estávamos loucos para tomar um banho, depois de tanta poeira pelo caminho.

O Hostel é muito simpático, acolhedor. A dona é uma francesa muito descontraída e o local tem esse jeito dela. Local simples, mas muito agradável e com uma energia boa.

A cidade de San Pedro do Atacama é muito bem estruturada para receber o turista. Restaurantes sofisticados, boas comidas e boa energia. Não é uma cidade barata, mas depois desse perrenguinho pelo Salar de Uyuni é uma grata surpresa.

Uma curiosidade: tivemos dificuldade encontrar vendinhas que vendessem cerveja para levar para o Hostel, a maioria não tinha, somente nos restaurantes e era mais caro. Perguntei em uma das vendas se havia restrição e me disseram que sim, mas não consegui saber mais detalhes.

Além de muitos restaurantes, existem dezenas de agências de turismos, onde você pode pesquisar o preço dos passeios. Compramos 2 passeios, um para o Vale de la Luna, que é lindíssimo e não pode deixar de ser feito. Existe uma opção de ir em uma excursão com guia em uma van e a opção de ir de bike. Fomos de van e o guia nos levou em diversas dunas e em formações rochosas com um visual deslumbrante. Ao final, fomos assistir o por do sol num local espetacular e que rendem umas fotos lindas.

O outro passeio que compramos foi para conhecer as Termas de Puritama. Eu e Raquel fizemos esse passeio, enquanto o Higor preferiu Sandboard. Nós preferimos a ida até as piscinas de águas termais por que não tínhamos ido na anterior que passamos na Bolívia. Além disso, estávamos um pouco cansada de respirar tanta areia.

São 6 quedas de águas termais que foram represadas e são administradas pela Explora S.A (que é um projeto de turismo executado em conjunto com as comunidades do Atacama, e os lucros gerados beneficiam projetos indígenas na área da educação). É preciso pagar uma taxa para entrar e o local conta com uma estrutura de vestiários. Tudo muito bem conservado e bonito. As piscinas ficam no fundo de um vale com uma vegetação diferente, quando bate sol as plantas brilham como ouro. Estava um friozinho, mas a água era bem morninha e relaxante. Tão relaxante que na volta eu apaguei na van.

Nesse mesmo dia seguimos para Arica, o nosso próximo destino. Compramos a passagem em um ônibus noturno. Detalhe que o preço das passagens variam dentro do mesmo ônibus e mesmo assento. Uma espécie de leilão de assentos. Pegamos um ônibus noturno, que saiu às 19h de San Pedro de Atacama.

>> Observação sobre o clima

A secura do clima é semelhante a que descrevi na Bolívia e a radiação é muito alta. Tem que usar muito protetor solar e boné. Vale também usar roupa de manga longa para se proteger do sol. É necessário andar com uma garrafa de água na bolsa. O clima estava fresco pela manha, calorão de tarde e friozinho a noite, em março. Engraçado que embora faça calorão, não se sua muito. A umidade do ar é tão baixa que as roupas secam rapidamente, bom para os viajantes lavarem o que for preciso para seguir viagem. Conversando com um amigo que foi em março de 2015, ele disse que estava bem frio.

Arica

Chegamos em Arica por volta das 6h da manhã, fomos para o Hotel San Marcos, que era bem próximo ao centro da cidade e ficamos largados na recepção esperando para tomar um café da manhã e fazer o check-in às 14h. Eles foram legais e nos alojaram por volta das 11h no quarto e não cobraram pelo café! Oh, sorte!

Arica é uma cidade portuária no Chile por onde passamos para seguir viagem em direção ao Peru, ficamos 2 dias e uma noite, pois ir de San Pedro de Atacama direto para Arequipa, no Peru, seria uma deslocamento muito longo e cansativo. Foi uma parada estratégica mesmo.

Arica tem um clima agradável, estava quente de dia e a noite esfria um pouco em março, mas bem suportável, deu pra sair de vestido! Uhu! A cidade parece estar passando por um processo de revitalização, muitas obras nas ruas do centro e algumas atrações fechadas. A praia localizada no centro não é própria para banho, o porto ocupa a região – para visitar a praia tem que se afastar um pouco do centro. O Morro de Arica é um ponto turístico que possui uma vista panorâmica da cidade e um antigo forte.

Confesso que estava muito cansada da viagem noturna de quase 10 horas e não tive ânimo para subir a escadaria, mas o meu amigo Higor, viajante incansável subiu. Eu e Raquel preferimos percorrer museus e praças da cidade, almoçar e depois descansar para conhecer a vida noturna de Arica.

A vida noturna é bem movimentada, as lojas ficam abertas ate tarde, pois como eles tiram a siesta, o comercio fica aberto até umas 22h aproximadamente. Possui bons restaurantes e bons drinks. Bebemos pisco-sour (pisco é equivalente a cachaça para os brasileiros), mojitos, jarra de cerveja e até caipirinha. Tem promoções de doses duplas, quadruplas e etc. No dia seguinte fizemos check-ou, almoçamos em Arica e seguimos viagem para Arequipa.

>> Observações sobre deslocamento

Não há um transporte direto entre Arica e Arequipa, é preciso fazer uma baldeação em Tacna, cidade por onde tem a imigração entre Chile e Peru.

Você vai até o terminal onde carros fazem uma lotada de Arica ate Tacna, o percurso dura cerca de 1:30h. Você negocia direto com o motorista, que sai quando o carro enche (5 pessoas, 4 atrás e uma na frente). Ele pede os passaportes e eu fiquei com medo de entregar, mas depois, ao chegar na imigração, ele ajuda nos tramites, acompanha na fila e ao passar pela aduana segue viagem até ao terminal rodoviário de Tacna. Compramos a passagem para Arequipa.

Como é necessário fazer essa baldeação, é bom não sair muito tarde de Arica, para poder pegar o carro, passar na imigração, comprar a passagem de ônibus a tempo de seguir viagem sem ter que pernoitar na cidade.

Mais um pouco do Vale de la Luna:

Continua…Aguarde o próximo post !

Leia a PARTE 1 da viagem aqui !

By | 2016-08-10T15:04:55+00:00 agosto 8th, 2016|Categories: América do Sul, Bolívia, Chile, Peru|0 Comments

About the Author:

Renata Luppi: Mãe, esposa, filha, irmã mais velha, inquieta, curiosa, viciada em chocolate e coca-cola e, acima de tudo, cheia de manias !!!

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